FAMÍLIA

RESTAURANDO VALORES NA FAMÍLIA

Vivemos num mundo em constante transformação, o que não significa evolução do ponto de vista bíblico. Muitas vezes os avanços trazem consequências drásticas e prejuízos incalculáveis.

O progresso, sobretudo o tecnológico, deu ao ser humano a sensação de independência de Deus. Isto contribuiu grandemente para a soberba, a autoconfiança, o individualismo, a materialização e falência dos valores. “Dizendo-se sábios, tornaram-se loucos” (Rm 1.22).

Sendo seu próprio deus, o ser humano se achou no direito de inventar valores próprios, deturpando a moral e a ética, priorizando aquilo que lhe dá prazer em detrimento do que é reto.

A formula é simples: eu quero eu posso; eu posso eu quero. A humanidade pode atingir o solo da Lua, explorar Marte, fabricar chuvas, transformar espécies geneticamente, bem como criar seu próprio sistema ético-moral. “Não dependemos mais de Deus”, dizem. “Mudaram a verdade de Deus em mentira, e honraram e serviram mais a criatura do que o Criador…” e em decorrência disso “Deus os entregou às concupiscências de seus corações, à imundícia, para desonrarem seus corpos entre si”, e “os abandonou às paixões infames” (Rm 1.24,25-26). Como no tempo do apóstolo Paulo, esta é também uma “geração corrompida e perversa” (Fl 1.15). Uma geração entregue à consequência de seus atos, pois “tudo o que o homem semear, isso também ceifará” (Gl 6.7). O pecado está tão generalizado que o próprio Jesus indaga: “Quando porém vier o Filho do homem, porventura achará fé na terra?” (Lc 18.8).

Entendo que os sofrimentos, decepções, pavores e todo o mal que assola a humanidade é fruto de seu abandono de Deus.

A tragédia da vida sem Deus se dá tanto individual como coletivamente. A família sofre as consequências de uma decadência generalizada, o que faz lembrar a civilização pré-diluviana: “Comiam, bebiam, casavam, e davam-se em casamento…” (Lc 17.27) vivendo dissolutamente como se não tivessem que prestar contas a Deus. Mas, o resultado foi “até ao dia em que Noé entrou na arca, e veio o dilúvio, e os consumiu a todos” (Lc 17.27).

A família de Noé foi desafiada a iniciar uma nova colonização da terra, pois era a única que ainda preservava os valores morais, éticos e espirituais revelados por Deus. Penso que as famílias cristãs tem a missão de transformar o mundo com tais valores. No entanto, necessitam resgatá-los primeiramente no seu próprio contexto, uma vez que o “secularismo”, o “mundanismo” as tem afetado drasticamente.

Este é um momento de manifestarmos nossos cuidados com a família, de resgatarmos valores perdidos e nos acharmos em condições de cumprirmos a missão de Deus. É para isso que ainda estamos aqui, para cumprirmos os Seus propósitos!

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